Desde o começo, o homem fazia arte. Na Pré-História, temos o costume de pensar, em questão de arte, nas pinturas rupestres. Mas o homem já esculpia. Ele forjava armas, ferramentas; criava objetos de adorno.
Vênus de Willendorf
Dentre essas esculturas, temos as chamadass vênus: símbolos femininos possivelmente ligadas a rituais ou símbolos de fecundação. A Vênus de Willendorf é uma que se destaca nesse meio. Sua aparente gravidez e “volumes femininos” sugerem que essa figura está ligada a feminindade e a fecundidade. Ou, provavelmente, se associam a caça.
Suas criações ainda podem ser consideradas obras de arte. Mesmo que em seu caso seja de valor utilitário, como a construção de ferramentas, casas, armas. E suas pinturas, pintadas nas cavernas, não eram simplesmente decoração.
As esculturas são muito relevantes e pertinentes, mas foram as pinturas que se destacaram. As primeiras pertencem ao final do período Paleolítico, as mais importantes podem ser encontradas nas cavernas do sudoeste da França e no Norte da Espanha. Mas, por via de regra, é definido como arte rupestre imagens feitas nas paredes com tinta em paredes e fissuras de rochas.
Pinturas rupestres
O homem primitivo pintava veados, ursos, animais selvagens, e conseguia capturar sua anatomia e expressão de agonia, por meio de cores e traços fortes. Por estarem mais perto do surgimento da humanidade, de nenhuma maneira são inferiores a nós.
Eles pintavam as figuras dos animais que caçavam e os atacavam, acreditando estarem os dominando, até tomando o espírito do animal. Assim como na atualidade, eles transferiam os sentimentos para a obra.
Além disso, havia um caráter ritualístico, pois vestiam peles e máscaras desses animais, deuses e entidades, e acreditavam estarem incorporando aquele ser, sem distinção do que era real. Rituais desse gênero são bem presentes nas danças primitivas.
Uma técnica utilizada era a mão em negativo: consiste em soprar um pó colorido sobre os dedos sobre a parede e formar a imagem de uma mão em negativo.
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